Cédula falsa saiba como identificar e prevenir essa prática criminosa

Os peritos do Instituto de Criminalística, órgão vinculado a Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) explicam como prevenir e identificar os elementos de segurança presentes nas cédulas.


Foto: ssp.se.gov.br

Comprar, vender, trocar, pagar. Todas essas atividades têm em comum o uso frequente de dinheiro para realização de afazeres diários que necessitam da utilização de cédulas. Contudo, é importante manter a atenção quando o assunto é dinheiro, não somente para não ficar no prejuízo, mas para não cometer um crime, mesmo agindo de boa fé.


A falsificação de cédulas é crime previsto no Artigo 289 do Código Penal e garante a quem realiza esse tipo de ação ilícita pena de 2 anos à 6 meses de reclusão. Em Sergipe a Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) por meio do  Instituto de Criminalística , é quem investiga se a cédula suspeita é de fato falsa, essa análise é realizada após solicitação da autoridade policial que esteja a frente da investigação.
 
O trabalho realizado entre os órgãos que compõem a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) como Polícia Civil, Militar, Perícia entre outros, na apreensão desse tipo de falsificação vem gerando resultados satisfatórios, no ano de 2016 foram apreendidas cerca de duzentas cédulas falsas em todo o estado.
 


O diretor do Instituto de Criminalística, Nestor Joaquim de Góis Barros, garante que o trabalho realizado pelos profissionais tem o principal objetivo de levar uma resposta rápida e segura às suspeitas de falsificação de moeda. “Intensificamos os cuidados, temos aqui no Institudo a seção de documentoscopia estamos trabalhando na área de identificação de cédulas falsas com o objetivo de darmos uma resposta o mais rápido possível às autoridades policiais para que tenham o elemento técnico necessário para que seja realizada a prisão do falsário” afirmou o diretor.


Foto: ssp.se.gov.br

De acordo com Nestor, é comum a ideia de que livrando-se da cédula falsificada o problema ou melhor, o prejuízo é resolvido. Porém, ele adverte a população que o repasse desse tipo de material pode gerar muito mais de prejuízos para quem tenta se livrar da nota passando adiante.


“Quem receber uma cédula e entender que esse valor é falso não deve passar adiante, não deve tentar se desfazer do prejuízo, deve procurar a autoridade policial mais próxima e registrar uma ocorrência informando do recebimento, onde recebeu essa cédula para que as autoridades possam investigar essas áreas. Não tente de forma alguma passar a cédula adiante por que isso também é um crime. Oriento o cidadão a procurar a autoridade policial, registrar a ocorrência e entregar essa cédula para que de posse desse material seja encaminhado ao Instituto de Criminalística para que os peritos façam os exames” orientou o diretor.
 
Nestor Joaquim revela que existem formas simples e mais complexas de se identificar a falsificação. “Nós temos algumas formas de identificar as falsificações nas cédulas, eu costumo dizer que nós temos as visuais, temos as táteis e temos aqueles elementos de segurança que só são perceptíveis com emprego instrumental ótico adequado. Esses elementos visuais e táteis são aqueles que o usuário comum utiliza para saber se uma cédula é falsa ou não é, quando a falsificação é de uma forma tal bem feita, precisamos de um instrumental ótico adequado para fazer esse exame” frisou.
 


Elementos de segurança


Quando se verifica a autenticidade de uma cédula é comum vermos pessoas colocando o valor contra a luz ou apenas passando o dedo sobre o dinheiro. O que muitos não sabem é que existe um grande conjunto de elementos de segurança desenvolvidos para garantir a população o reconhecimento da cédula de forma mais precisa. Toda cédula pode ser falsificada, mas a perita do setor de documentoscopia do Instituto de Criminalística, Thayse Freitas, revela que as cédulas mais falsificadas são as R$20,00; R$50,00 e R$100,00 com aparecimento dos demais valores de forma mais isolada.


O Instituto de Criminalística possuí equipamentos que auxiliam os peritos na identificação desse tipo de caso, após a realização das análises visuais para verificação dos elementos de segurança são colocadas em prática as verificações por meio de equipamentos simples como lupas ou mesmo por meio de equipamentos com iluminação ultravioleta, elementos fluorescentes entre outros.
 

Foto: ssp.se.gov.br
A perita ressalta que colocar a nota contra a luz não garante que o valor seja verdadeiro, é preciso maiores cuidados para não cair no golpe. “Uma pessoa que é leiga por exemplo ela tende a colocar somente a cédula contra a luz para analisar se tem marca d’água, só que isso não é recomendado até para pessoas que são peritas, porque os falsários simulam esses elementos, então o cidadão precisa conhecer mais de um elemento para poder ter certeza se aquela cédula é falsa ou não, no caso de nós peritos a gente analisa todos os elementos que a cédula possui. Existem falsificações que recebemos que para uma pessoa leiga que não observe com bastante cuidado pode considerar essa cédula como sendo igual a uma nota autêntica, mas somente com alguns equipamentos específicos conseguimos analisar essa nota e fazer a conclusão somente com os elementos visuais, perceptíveis porque as falsificações elas são cada vez melhores” revelou.


Ela revela que apesar de alguns criminosos copiarem de forma muito parecida as cédulas, os peritos conseguem identificar até mesmo as diferenças milimétricas. “Alguns falsários fazem a cédula do tamanho muito parecido com a verdadeira, mas existem diferenças milimétricas que a gente consegue perceber aqui no Instituto, porém para uma pessoa leiga que recebe esse valor é do mesmo tamanho”

É importante que a população se mantenha atenta aos elementos de segurança que as moedas possuem e assim, evitem transtornos e prejuízos. Se houver suspeitas que a cédula é falsa a recomendação é procurar a autoridade policial mais próxima e registrar o fato, desta forma, o valor retirado de circulação será enviado ao Cogerp que por meio de peritos capacitados irão examinar sua autenticidade. Thayse esclarece que manter a atenção e calma no momento do manuseio do dinheiro é um dos fatores principais para não ser lesado.


“O cidadão precisar ter atenção e não ter tanta pressa na hora de guardar o dinheiro porque na correria a gente tende de receber o troco e jogar na bolsa, na carteira de qualquer jeito, então é importante dar uma paradinha fazer a análise básica, coloca contra a luz para analisar se tem marca d’água, dá uma analisada na nota para ver se tem as marcas táteis, as impressões em alto relevo na lateral, verificar se tem essa numeração escondida, isso leva alguns segundos mas evita que a pessoa possa vir a ter prejuízos futuros” concluiu.
 


Fonte: ssp.se.gov.br

19 de Janeiro de 2018,
Postado por Visite Dores em Notícias