Cultura dorense

Quando se fala em cultura dorense é difícil não lembrar dos bordados e bonecas de pano

Quando se fala em cultura dorense é difícil não lembrar dos bordados e bonecas de pano, confeccionados pelas artesãs em suas próprias residências especialmente por aquelas que fazem parte do Grupo da melhor idade “Renovação”, ou ainda da carne-de-sol ou da traíra.
 
Foi a partir do “Renovação” que nos últimos anos ressurgiram antigas manifestações culturais do município, como é o caso do Samba de Coco e do Reisado. Outros campos da cultura merecem igual destaque, como é o caso da música, que conta com dorenses como o músico e compositor Edilberto Andrade (In memoriam) autor do hino à Padroeira, José Cícero Soares (Zé de Neném) autor do hino do município, Djalmir Alves Santos músico que tem encabeçado bandas de fanfarras no município e que faz parte de Filarmônicas sergipanas premiadas no Brasil inteiro, além de bandas como Expressão A4, Colibri, etc.
 
No campo literário temos os escritores José Lima Santana (ver mais na sessão Dorenses destaque) - que é ocupante de uma cadeira na Academia Sergipana de Letras -, Fernando de Figueiredo Porto (In memoriam), Miguel Messias dos Santos - radicado em Atibaia (SP) e autor da obra poética Jardim da Esperança -, Manoel Cardoso - professor de língua portuguesa autor de mais de uma dezena de livros de poesia, romance e ficção e atualmente residente no estado de São Paulo, dentre outros. Na poesia, destaque-se ainda Manoel Messias Moura que recentemente lançou o CD Música e Poesia e é ainda artista plástico.
 
Quando falamos em artes plásticas, o município tem gerado grandes talentos como os consagrados nacionalmente e no exterior Adauto Machado e Hortência Barreto, além de Zezinho (J. Antônio), Jânisson Andrade, Rodson Machado, Daniel e o escultor Liliu.
 
No que se refere ao calendário festivo, temos o nosso carnaval fora de época, a Micarense, realizada no mês de abril, além da Grande Festa do Boi, conhecida como a maior festa de rodeio do norte-nordeste. No que se refere às festas religiosas, destaque para as comemorações alusivas à Padroeira do município, Nossa Senhora das Dores (setembro) e para as procissões penitencias, algumas centenárias, que ocorrem durante a Quaresma, especialmente as procissões do “Cruzeiro do Século”, do “Madeiro”, do “Senhor Morto” e dos “Penitentes”.
 
Por João Paulo Araújo de Carvalho
Professor, historiador e coordenador do Projeto Memórias.

24 de Março de 2016,
Postado por Visite Dores em Nossa História